A primeira vez que ouvi Nação Zumbi – de pegar letra e tudo, eu devia ter uns 14 anos. Ouvi sem querer. Era o lado ‘b’ de uma fita K7 guardada aqui em casa, onde eu planejava gravar um CD do Gabriel O Pensador, no meu primeiro micro-system-defeituoso-cce. Não gravei, obviamente.
A primeira música do K7 era Banditismo por Uma Questão de Classe. Os tambores da introdução foram a trilha sonora da casa o mês inteiro. Depois, fui “conhecer” pernambuco. Começando pelo Manguebeat. Uma verdadeira “parabólica fincada na lama”, como diziam. E uma amiga, Recifense, me fez o favor de mostrar que Manguebeat vai bem além de um som. Manguebeat é mistura pura. O resultado: Excelentes projetos que envolvem forma e conteúdo – muito bom, por sinal.
Costumo ver alguns trabalhos na área de design, publicidade e música de Pernambuco. É incrível o quanto se consegue “modernizar o passado”, como dizia o Chico Science, com qualidade, sem forçar a barra. E o mais incrível é que o passado não é olhado como tal.
Com a minha pouquíssima experiência na área de comunicação (um verdadeiro projeto de publicitário), me atrevo a dizer que os trabalhos – boa parte deles – em Recife que envolvem forma e conteúdo são um pouco diferente dos demais que já tive o prazer de conhecer (de perto ou de longe). São singulares.
Foi em um desses “olhares” sobre os projetos de Recife que descobri que o Du Peixe, hoje líder da Nação Zumbi
, é ilustrador e tem um estúdio junto com sua esposa. O cara é um liquidificador ambulante de cultura. Na décima edição da revista da agência Ampla, de Recife, há uma matéria intitulada de “Lado B”, onde são mostrados alguns dos seus trabalhos fora do palco. Segue abaixo, para download, o PDF da revista completa (duas edições). Há matérias sobre o mercado de Recife, profissionais, clientes e fornecedores da área. Vale a pena dar uma olhada.
9ª edição e 10ª edição.