Aos criativos: (des)construção
Criou daquela vez como se fosse a última.
Fez cada job seu como se fosse o único.
Pensou o dia inteiro e ficou o máximo.
Mandou pro atendimento num e-mail tímido.
Teve que refazer como se fosse máquina.
A campanha reprovada com argumentos sórdidos.
Criou mais uma vez outros roteiros mágicos.
Esperou aprovação como se fosse lógico.
O cliente não gostou e aconteceu o trágico:
pediu pra refazer como se fosse um príncipe.
Tentou reagir mas se sentiu estático.
Pensou mais uma vez no concurso público.
E virou a noite inteira parecendo um bêbado.
Comeu pizza de novo e ficou mais flácido.
Bebeu a noite inteira cafezinhos básicos.
Saiu de manhazinha se sentindo estúpido. E ainda teve que voltar pra terminar no sábado.
Não resisti a essa pérola verdadeira do dia-a-dia da maioria dos criativos.
Dica da Guiga, do Caderno Insone, que de vez em quando me aparece com algo hilário desse tipo.





30 outubro, 2009 as 9:14
Essa eu tive que comentar.. muuuito bom …. muito mesmo