hiato criativo
Siga-me! Feed-me! Favorite-me! (?!)

Visite também

Registre-se e colabore

    Permalink
    fev
    04
    qua
  1. Ar teatral nas imagens de Inez van Lamsweerde

    Publicado por Nilo Thiago

    Excelentes e inspiradoras as fotos da série Decades, do fotógrafo da fotógrafa Inez van Lamsweerde.
    As expressões dão um ar teatral as imagens que, inclusive, me lembrou uma campanha feita pela Art&C (Natal) para a Escola de Teatro, muito boa, por sinal.
    Abaixo, os clicks de Lamsweerd e um anúncio da Escola de Teatro (em baixíssima resolução, infelizmente).

    inez_vinnodh6

  2. Permalink
    jan
    24
    sáb
  3. Transformando publicidade em arte

    Publicado por Nilo Thiago

    Poster Boy, assim é chamado um cara que faz sua arte nas estações de metrô em Nova Iorque de um jeito “inusitado”.
    Ele simplesmente faz recortes, colagens e sobreposições em cartazes publicitários espalhados pelas estações.
    O resultado não é esteticamente louvável, digamos. Mas é interessante diante de uma sociedade que, claramente, já se sente incomodada com publicidade.

  4. Permalink
    dez
    06
    sáb
  5. Download – Formei-me em Publicidade. E agora?

    Publicado por Nilo Thiago

    O WebBlogSite da Ratts publicou dois posts recentes sobre o final do ano e a apresentação de trabalhos de conclusão de curso em publicidade e propaganda. Acabei lembrando que tinha um PDF aqui, meio que “empoeirado”, de um livro chamado “Formei-me em Publicidade. E agora?”. Disponibilizo aqui para download. É uma série de dicas sobre postura no ambiente de uma agência, reuniões, estágios, etc., etc. Uma boa para quem terminou a graduação sem ter a oportunidade de estagiar.  É quase um manual de boas maneiras dentro do mercado.

    Download – Formei-me em Publicidade. E agora? (PDF 2MB)

  6. Permalink
    out
    07
    ter
  7. A verdade sobre publicitários

    Publicado por Nilo Thiago

    Retirado da Desciclopédia.

    Criação: são exatamente o tipinho que as pessoas que não conhecem nenhum publicitário imaginam como sendo um publicitário. Consideram-se o cérebro da agência de publicidade, mas na realidade são os primeiros na cadeia alimentar, diariamente estuprados por todos os outros setores da agência. Porém, estrategicamente a diretoria os oferece vagas no estacionamento, os melhores computadores disponíveis, liberdade de chegar mais tarde no trabalho (um pouquinho mais tarde), e mais algumas regalias baratas e dispensáveis, o que os fazem acreditar que são o setor de maior prestígio dentro da agência. É um prática comum dentre os criativos se masturbar olhando o espelho, uns chegam até a levar ao banheiro um espelhinho de mão escondido no meio da revista Meio & Mensagem. Dividem-se em alguns cargos/castas que variam de nome e função dentre os tipos de agência, mas que de modo geral são:

    Redatores: vestem preto ou casacos Adidas, usam tênis coloridos e têm cara de nerd . São pseudo-intelectuais insuportáveis, acreditam saber mais do que todo mundo em absolutamente QUALQUER assunto. Adoram supervalorizar o próprio trabalho a ponto de demorar 3 horas para decidir se no “Compre já!” deve entrar uma exclamação ou não. Trabalham anos e anos em troca de salários mínimos, com o sonho de ganhar prêmios e dinheiro. Quando isso ocorre (se um dia ocorrer), já estão velhos, impotentes e flácidos demais para poder aproveitar. Decidem então se dedicar a escrever um livro genial, brilhante e revolucionário, que nunca será publicado.

    Diretores de arte: Fumam maconha , usam calças jeans rasgadas, tênis all-star sujo e geralmente possuem brincos ou tatuagens. Reclamam o tempo inteiro sobre tudo. Às vezes saem pra almoçar apenas para reclamar: reclamam do trabalho, do clima, do atendimento do garçom, da própria barriga que não pára de crescer. Possuem olheiras e cara de sujo que são, além de estilinho, decorrentes das centenas de noites em claro e finais de semana dedicados a anúncios que não servirão pra nada além da inscrição em prêmios que só outros publicitários verão, ou para grandes e memoráveis obras de arte como o selo de “Saldão de Natal”. Consideram-se grandes artistas, mas quando chegam aos trinta e muitos, frustrados com a carreira dedicada a campanhas “humanizadas” de lojas de departamento ou bancos, montam uma confecção de camisetas moderninhas e “com conceito”.

    Diretores de criação: “Vai tocando aí e no domingo de tarde a gente dá uma olhada”. “Ainda não temos. Pensem mais nisso durante a madrugada e amanhã de manhã a gente vê”. “Sei que é chato, mas vamos precisar da força de todo mundo nesse feriado. É uma concorrência muito importante que se rolar, vamos poder contratar mais gente pra dasafogar vocês e dar uma ajeitada no salário da galera”. Se você nunca ouviu frases assim, não conhece nenhum diretor de criação. Esses sujeitos estão para o Yoda assim como os redatores e diretores de arte estão para os jedis. O Yoda já foi um grande jedi um dia, acumulou grande poder e conhecimento, mas acabou por virar um monstrinho velhinho e recluso que se esconde em um pântano. Um dia um garoto ambicioso com potencial para virar o mais poderoso jedi vai encontrá-lo, receber seus ensinamentos e depois da morte do mestre Yoda, vai ter sua companhia como um espírito que opina e se intromete, até que o mesmo aconteça com ele.

    Atendimento: “Cara, se a gente não fizer isso, vamos perder a conta!”. “Varejão! Cores fortes, título chamativo, splash falando da novidade e bastante destaque no logo e site”. “Devemos criar uma comunicação criativa, envolvente e impactante. Porém não temos verba e nem prazo.”. Essas frases são típicas tanto na fala quantos textos do profissional de atendimento. Provavelmente em seus teclados, cada um dos F (F1, F2, etc) é o atalho com uma dessas frases. Possuir um sorriso maroto e ser mais escorregadio que um sapo besuntado de manteiga são pré-requisitos para ser um profissional de atendimento bem-sucedido. Normalmente não conseguiram entrar na área de criação e fazem de conta que são importantes na agência. Vivem em sites de conteúdo compartilhado falando mal do pessoal da criação. Classificam-se hierarquicamente como segue:

    Estagiários: tiradores de xerox, digitadores, carregadores de pasta e aprendizes de técnicas de furtividade. Por um incrível fenômeno da economia brasileira, ganham 500 reais de salário mas dirigem um C3 0Km e têm uma renda mensal que ultrapassa os 3000 reais. E, por uma coincidência incrível, seus pais são clientes dos seus colegas de outro grupo de atendimento, que sentam a uns 4 metros pro lado.